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Aluno pequeno com a mão em um globo terrestre, para ilustrar um aluno bilíngue

Professores preparados, suporte educacional adequado e ambiente que valoriza a diversidade cultural e linguística são alguns dos fatores fundamentais nesse processo

Formar um aluno bilíngue vai muito além da sala de aula, ou seja, da dobradinha professor e aluno. Trata-se de criar e ampliar as possibilidades para as crianças e os jovens explorarem as potencialidades da língua adicional. Segundo Ofélia Garcia, professora da City University of New York e reconhecida por seu trabalho sobre bilinguismo, “a educação bilíngue é a única maneira de educar no século XXI”.

Entendemos que os indivíduos de hoje, desde uma idade precoce, estão imersos em uma intricada teia de comunicação que abrange diversas culturas e idiomas. Essa teia é influenciada por políticas educacionais, narrativas históricas, crenças, exigências e dificuldades. Portanto, nos deparamos com um novo e complexo padrão de crescimento – a habilidade de falar dois idiomas – que nos leva a refletir sobre questões de identidade pessoal e o conceito de se tornar um cidadão global.

Formação do aluno

Na formação do aluno, há uma série de fatores envolvidos. Em inglês, oriunda da África, existe a expressão “it takes a village to raise a child” que, em tradução livre, seria “é preciso uma aldeia inteira para criar uma criança”, ou seja, algo que envolve diferentes aspectos. No caso da formação bilíngue, os contextos mundial e local, diretrizes educacionais, espaço e tempo escolar são fatores determinantes. Assim, é necessário contemplar todas essas dimensões, pois elas influenciam significativamente na aprendizagem.

Nesse processo, o engajamento da comunidade escolar desempenha um papel crucial. Para isso, devemos criar um ambiente que valorize a diversidade cultural e linguística, o que é essencial para os alunos bilíngues se sentirem incluídos e reconhecidos.

E para a dinâmica de ensino e aprendizagem acontecer de forma eficiente, é necessário capacitar os profissionais envolvidos, disponibilizando as competências linguísticas e metodológicas necessárias e investindo em formação continuada.

O processo educativo de um aluno bilíngue apresenta melhores resultados se não ficar restrito à sala de aula. A família, se possível, deve colaborar com a escola e professores para dar continuidade ao desenvolvimento das habilidades comunicativas em casa também. De uma maneira divertida e dinâmica, com séries e filmes, os pais e responsáveis podem apresentar a cultura e as tradições de países onde se fala inglês. A música também é um bom recurso para estimular as crianças a ouvir e a falar o idioma. Usar a criatividade e respeitar o tempo de aprendizado de cada um são práticas essenciais dentro e fora da escola.

Aprendizagem contextualizada e com significado

As escolas com currículos brasileiros podem formar cidadãos globais e com inglês fluente por meio de vivências e componentes interdisciplinares. É preciso conhecer cada realidade e compreender as particularidades para então atuar sobre elas de forma planejada. Isso inclui pensar em uma rotina para cada instituição e turma, sempre contextualizando o aprendizado para as crianças e os profissionais. “Se a gente traz qualquer projeto ou rota pedagógica e não considera essa comunidade em que professores e estudantes estão inseridos, esse projeto está fadado a não vingar”, explica Carol Stancati, diretora da Skies Learning.

Outro ponto fundamental é trabalhar o idioma de forma significativa e imersiva para cada faixa etária. Com os menores, brincar é uma maneira de compreender o mundo, e o aprendizado pode partir daí. Conforme vão crescendo, os jogos e as interações com os colegas ganham relevância e podem ser aproveitados para avançar nos conhecimentos. Já com os adolescentes, que vivem uma fase cheia de expectativas, interagir com seus interesses e sonhos é uma maneira interessante de aproximá-los do conteúdo.

Na Skies Learning, os estudantes progridem em seu conhecimento na língua inglesa e ampliam suas competências criativas e socioemocionais de forma inovadora e natural, desenvolvendo as quatro habilidades (listening, speaking, reading, writing). Nesse contexto, vale relembrar a frase de Virginia Scott (2010): “O bilinguismo não é um estado, mas um processo; não é uma meta, mas um continuum.”

Fluxograma com o título "comunidade escolar e a formação do aluno bilíngue". Mapa mental com setas em forma de círculo que relacionam Professor -> Gestão -> Currículo -> Famílias -> Equipes de apoio e atendimento -> Professor.