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Mãos de um homem segurando um cérebro de papel.

Confira as diferenças entre um cérebro monolíngue e um bilíngue, e os benefícios que dominar mais de uma língua proporciona ao longo da vida

O cérebro bilíngue é aquele capaz de processar duas línguas distintas de modo fluente, ou seja, ser capaz de ler, escrever, falar e compreender ambas as línguas sem dificuldade, e conseguindo alternar entre elas sem interferir uma na outra. Com esse nível de conhecimento, também ocorrem mudanças no cérebro da pessoa bilíngue em relação ao de uma pessoa monolíngue, que fala apenas uma língua.

Como funciona um cérebro bilíngue e um monolíngue

Um estudo feito por acadêmicos de psicologia na Universidade de Lund, na Suécia, mostra que há um crescimento do hipocampo e de regiões do córtex cerebral, que estão relacionadas com o aprendizado de línguas. Além disso, alunos bilíngues apresentam mais facilidade de aprender um idioma. Logo, não apenas há uma alteração das áreas do cérebro relacionadas a esta habilidade, mas os tipos de alterações que ocorrem variam de acordo com os resultados alcançados pelos estudantes. O estudo também mostra que o cérebro usa um mecanismo compartilhado não apenas para combinar palavras de um único idioma, como também para combinar palavras de dois idiomas diferentes.

Essa diferença ocorre principalmente porque o cérebro monolíngue não precisa processar tantas informações quanto o bilíngue. Além disso, a fluência em dois idiomas pode criar diferentes estruturas no órgão, especialmente nas áreas responsáveis pelas funções executivas – que são um conjunto de habilidades cognitivas que permitem que uma pessoa planeje, organize, execute e controle comportamentos e tarefas sem se deixar ser dominado por impulsos. Essas habilidades envolvem memória, tomada de decisões, atenção e resolução de problemas, entre outras funções.

O cérebro bilíngue na saúde

Quando falamos de funções cognitivas, isso também afeta o desenvolvimento de síndromes, como Alzheimer e demência. Pessoas fluentes em duas ou mais línguas, que tenham a tendência, tendem a desenvolvê-las cinco anos mais tarde do que pessoas monolíngues. Isso foi comprovado por um estudo publicado no Proceedings of the National Academy of Sciences, que afirma que essa diferença pode ser atribuída à criação de novas conexões neurais no cérebro bilíngue.

Outros benefícios de ser bilíngue incluem recuperação mais rápida em caso de AVC, raciocínio mais ágil, mais desenvoltura em tarefas sociais e uma capacidade maior de concentração. Estudos também mostram que a pessoa bilíngue tem tendência a ser mais empática e analítica, além de se saírem melhor em tarefas de multitasking, com mais de uma atividade ao mesmo tempo.

Por isso, é possível afirmar que o cérebro bilíngue possui uma capacidade cognitiva mais desenvolvida e superior à dos cérebros monolíngues, e que cresce cada vez mais conforme o estudo e desenvolvimento de idiomas.