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Menino oferecendo bola de vôlei a menina em uma sala com outras crianças em roda, para exemplificar a comunicação não violenta

Saiba como reconhecer a violência em sua comunicação, seja ela ativa ou passiva, e se atentar para não repeti-la

Você já deve ter presenciado ou mesmo feito parte de uma conversa que mais parecia uma briga por poder e autoridade, com trocas que não eram feitas para agregar ao assunto ou à outra pessoa, mas sim acabar com seus argumentos e silenciá-la. Esse tipo de diálogo é o contrário de uma Comunicação Não Violenta (CNV) e não é produtivo ou saudável em nenhum ambiente, principalmente quando falamos de uma sala de aula.

A CNV surge de uma série de pesquisas para métodos de comunicação mais saudáveis entre as partes, agregando à conversa respeito e empatia. O conceito foi criado pelo psicólogo norte-americano Marshall Rosenberg.

Como aplicar a Comunicação Não Violenta

A proposta é aplicar as habilidades de ouvir e falar, criando uma conexão próxima e verdadeira entre indivíduos. Marshall Rosenberg propõe que as respostas aos estímulos durante uma conversa deixem de ser automáticas e responsivas e se tornem conscientes. Faz parte da Comunicação Não Violenta perceber o momento e seus arredores, utilizando da escuta ativa e criando uma comunicação empática e respeitosa, além de reconhecer a violência em sua própria comunicação para se atentar ativamente a ela.

Isso ocorre porque as pessoas não são treinadas para perceberem sua própria comunicação e suas falhas e acabam se comunicando violentamente por meio de deboche, sarcasmo e mesmo gestos e posturas que demonstram desprezo, já que a CNV também se faz por meio de linguagem corporal.

A Comunicação Não Violenta no aprendizado de inglês

O modo de se comunicar com alunos, sejam eles crianças ou adolescentes, pode se tornar automatizado, dificultando a prática da escuta ativa quando se tem uma sala cheia de pessoas precisando de atenção ao mesmo tempo. Principalmente quando se está estudando um outro idioma, um professor que ouça ativamente as preocupações e problemas do aluno é essencial.

Também é importante  estimular o diálogo ao invés de punições, tanto em português quanto em inglês. Aprender uma nova língua traz novas possibilidades para expressar e comunicar o que está sentindo. E o aluno precisa da escuta atenta e de receptividade para que se sinta motivado a se expressar.

Mesmo que não consiga atender às necessidades do aluno e resolvê-las, mostre que houve uma tentativa e comunique porque não é possível atender àquela expectativa. Todas essas condições auxiliam o estudante a se sentir mais seguro e confiante para aprender.