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Mais do classificar, a avaliação deve ter uma dimensão orientadora, pensando em ampliar o conhecimento do estudante

Quando o assunto é avaliação é comum que as pessoas associem diretamente a uma prova escrita que determina a nota final do bimestre ou semestre. Essa, no entanto, é uma forma quantitativa que, sozinha, não diz muito sobre a evolução do estudante ou sobre a qualidade do ensino.

A avaliação deve ser um processo, não ficar resumida a um resultado isolado. Em entrevista à Nova Escola, Kátia Chiaradia, pesquisadora nas áreas de Literatura e Educação, defende que, não importa qual seja a avaliação ou o tipo de contexto, “avaliar sempre significa analisar dados para pensar em intervenções, ou seja, em melhorias para o desenvolvimento integral dos estudantes”.

O papel dos professores e da equipe pedagógica, portanto, é diagnosticar, interpretar e compreender os dados. E, a partir deles, firmar metas, estabelecer melhorias e possíveis mudanças curriculares e determinar cada passo do processo ensino-aprendizagem e sua eficácia.

A especialista também destaca que, ao longo do caminho escolar, os alunos desenvolvem diferentes competências e habilidades, que vão desde a aplicação do conhecimento até aspectos socioemocionais. “Propor diferentes avaliações e fazer com que sejam multidimensionais é respeitar a integralidade dos alunos e, principalmente, as várias infâncias e as várias juventudes que encontramos nas nossas salas de aula”, afirmou.

Os tipos de avaliações aplicadas no ensino bilíngue

Quando nos referimos ao ensino bilíngue, o aprendizado da língua está atrelado a todas as áreas do conhecimento. É fundamental pensar na formação integral do aluno, que envolve o âmbito linguístico, acadêmico e social – inclusive, na hora da avaliação, que deve integrar todos esses conhecimentos.

De acordo com pesquisadores da área da aprendizagem Bloom, Hastings e Madaus (1983), a avaliação pode ser classificada em três categorias: somativa, diagnóstica e formativa. A primeira delas, a somativa, “é uma avaliação muito geral, que serve como ponto de apoio para atribuir notas, classificar o aluno e transmitir os resultados em termos quantitativos, feita no final de um período”.

A diagnóstica, como o nome sugere, traça um diagnóstico dos conhecimentos que o aluno possui sobre determinado assunto, compreendendo suas falhas e dificuldades a fim de planejar estratégias para solucionar os problemas. Por fim, a formativa propõe que o feedback seja mais do que uma ferramenta para compreender os aspectos a serem melhorados e aumentar a nota, mas também uma forma de ampliar a aprendizagem ao longo da formação.

Os critérios e estratégias de avaliação do ensino bilíngue vão seguir as práticas pedagógicas de cada instituição, mas todas devem ter em mente que o processo avaliativo precisa ter uma dimensão orientadora, pensando em ensinar o idioma, não só em classificar ou eliminar o aluno que não alcançou a média.